segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Brewdog Paradox: a cerveja do labrador


As cervejas escocesas da Brewdog chegam em alguns meses no País. A marca foi criada por James Watt e Martin Dickie em abril de 2007, quando ambos tinham 24 anos e estavam cansados das mesmas lagers e ales industriais de sempre no Reino Unido (vejam os padrões de cada um, aqui nos queixamos de cervejas industriais que, provavelmente, tem bem menos capacidade de emocionar um cervejeiro de carteirinha). A dupla se especializou em receitas extremas, mais notadamente as com teor alcoólico impactante – da Tokyo, com seus 18%, até a Sink the Bismarck, com obscenos 41%, nascida em disputa com uma cervejaria alemã pelo troféu de receita mais potente do mundo.

A linha, porém, também tem cervejas mais “light” (para os padrões da Brewdog, claro), e a Paradox é uma delas. Com “apenas” 10% de teor alcoólico, ela é uma imperial stout maturada em barris de carvalho usados, inicialmente, para armazenar Bourbon nos Estados Unidos, depois uísque na Escócia e, por fim, viraram morada da Paradox. A cerveja da foto aí de baixo foi comprada em 2008 pela Gi na sensacional loja Utobeer, em Londres – ela fica pertinho do Borough Market, um mercadão de comidas da cidade.



Desde o momento em que ela chega ao copo, a comparação inevitável é com a Harviestoun Ola Dubh, também escocesa, uma old ale com 8% de teor alcoólico maturada em barris de uísque de idades que variam de 12 a 40 anos – tomei a 18 e a 40, e a última é minha favorita. Como a Paradox já tinha um certo tempo de vida quando a tomei, decidi esperar pela chegada de representantes mais novos da marca – ela é uma das integrantes do lote que será trazido pela Tarantino - para fazer a comparação copo a copo. De cabeça, porém, fiquei com a impressão de que a Paradox tem uma nota muito marcante de madeira e um quê de uísque mais pronunciado, enquanto a Ola Dubh vai mais para o lado do malte chocolate, licoroso e baunilha. Para o meu gosto, a Ola Dubh leva ligeira vantagem, mas a Paradox também é uma bela cerveja. Resta agora esperar sua chegada para o duelo.

site: http://www.brewdog.com/


Colorado Ithaca – A Catarina iria pedir mais.......


Imperadores são realmente pessoas privilegiadas, e, quando recebem o epíteto de “Grande”, geralmente de bobos não têm nada… Catarina, a Grande, quando viajou à Inglaterra, conheceu as stouts e se apaixonou perdidamente. Gostou tanto que pediu que barris do escuro líquido fossem mandados para sua corte em quantidade suficiente para aplacar a sua sede. Porém, com a longa viagem, a cerveja nunca chegava em condições de ser consumida. Mas Catarina não se deu por vencida e utilizou aquele poder de persuasão que só os tiranos têm. Resultado: a cervejaria Barclay, em Londres, desenvolveu uma stout robusta e alcoólica o suficiente para aguentar o tranco da viagem e chegar em condições de ser consumida pela czarina e seus súditos. E a cerveja chegou de fato em perfeitas condições (tinha mais de 10% de volume alcoólico), fazendo um sucesso estrondoso e instantâneo na corte russa. Daí em diante esse tipo de stout foi batizada de Russian Imperial Stout.

A Colorado cunhou sua Imperial Stout com sotaque brasileiro ao desdobrar a boa experiência obtida na utilização de rapadura na produção da Colorado Indica utilizando rapadura preta na receita deste novo projeto. Inicialmente batizado de Colorado Vintage Black Rapadura, esbarrou na máquina burocrática governamental, travando frustrante e interminável batalha com o órgão responsável pelo registro de marcas, o Ministério da Agricultura. Finalmente, foi rebatizada de Ithaca, em alusão à Odisséia e à homérica luta travada para que a liberação se concretizasse. O longo envelhecimento forçado acabou sendo benéfico para a cerveja e o lançamento foi feito de forma caprichada, numa edição especial, em caixa de madeira, e garrafa vedada com cera dourada (em alguns casos, vermelha). O que vem dentro da garrafa é uma imperial stout legítima, equilibrada e incrível. Seguramente uma das melhores cervejas do Brasil.



Aparência: Cor preta, espuma morena densa e abundante, sem translucidez.

Aromas: Café, chocolate amargo, maltes torrados, frutas escuras (ameixa, passas), álcool.

Sabor: Café, chocolate, maltes torrados, banana passa, vinho do porto, licor de chocolate. Ficou licorosa, com belo corpo, álcool intenso (10,5%), que na degustação é perceptível mas não é extremo. Amargor proveniente mais da torrefação do que da lupulagem. A potência dos maltes, das notas torradas e do álcool estão equilibradas, resultando numa cerveja prazerosa de se beber.

A Colorado Ithaca pode ser comprada pelo site da própria Cervejaria Colorado: http://www.cervejariacolorado.com.br


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Oktoberfest - München - 2010

Esse ano a Oktoberfest fez 200 anos e os alemães prometeram (e fizeram) uma festa histórica. Foram duas semanas de muita música, comida e o principal: cerveja. Em 17 dias foram consumidas 7 milhões de canecas!! Esse festival deixa saudade e é por isso que no site oficial da festa eles já fazem a contagem regressiva para a próxima edição: 338 dias, 1 hora e 55 minutos.






Esta edição comemorativa da tradicional festa bávara recebeu uma área especial, dedicada ao passado, que fica ao lado do Theresienwiese, local da festa. Além de objetos históricos de antigas Oktoberfest, ali se pode saborear uma cerveja produzida especialmente para a edição do bicentenário, feita com uma receita antiga.



História da Oktoberfest

A primeira Oktoberfest, com a presença de 50 mil pessoas, fez tanto sucesso que se resolveu repeti-la no ano seguinte. Na segunda edição, os produtores rurais da região usaram o evento para apresentar seus produtos, criando inclusive uma premiação para seus animais.

Alguns anos mais tarde, surgiram competições de tiro. Em 1819, apareceriam as primeiras tendas de cerveja e vinho, mais tarde as de licor e de guloseimas.

Isso tudo não mudaria o caráter de festa popular, e logo a população local passaria a chamar a festa carinhosamente de "Wiesn", em alusão a wiese, campo, referindo-se ao Theresienwiese. Com o passar do tempo, no entanto, foi esquecido que a origem de tudo havia sido um casamento.

Figuras típicas da festa

O evento ganhou tal importância que em 1931 um concerto de Felix Mendelssohn Bartholdy teve de ser adiado por causa da Oktoberfest, o que provocou grande irritação no compositor.


Estátua da Bavaria fica no parque onde é realizada a festa

Bildunterschrift: Estátua da Bavaria fica no parque onde é realizada a festa

O símbolo do Theresienwiese é a estátua da Bavária, de quase 20 metros de altura, figura alegórica feminina que simboliza o estado da Baviera. Ela foi inaugurada em 1850 por Ludwig 1º, então rei da Baviera.

Outra figura típica é o "Steyrer Hans" (Hans Steyrer, 1849-1906), o potente filho de um açougueiro e dono de bar. Em 1879, participou de um concurso circense que procurava o homem mais forte da Baviera. Steyrer ganhou todas as provas e, ao final, foi o único que conseguiu segurar durante alguns segundos, com seu dedo médio direito, uma pedra de 254 quilos. A partir daí ele passou a ser conhecido como "Hércules bávaro".


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estamos de volta com muitas novidades

Estavam com saudades do blog? Pois ele voltou! Ficou um tempo fora do ar, mas está de volta trazendo muitas novidades sobre as atividades que serão realizadas ainda neste ano.

Fique atento e venha nos prestigiar!

Um abraço a todos e a todas