segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Duvel


A Duvel (pronuncia-se como Dú-véu, em português) é sem dúvida alguma uma das melhores cervejas do mundo por ser extremamente complexa, alcoólica e ao mesmo tempo agradável e fácil de beber. É uma bebida clássica e deu início ao estilo Belgian Golden Strong Ale.

A história da cervejaria Duvel Moortgat começa em 1871, quando Jan-Leonard Moortgat fundou a, até então, cervejaria Moortgat na cidade de Puurs, entre Bruxelas e Antuérpia na Bélgica. Era uma cervejaria familiar com a produção vendida somente no mercado local. Em 1890, os irmãos de Jan-Leonard, Albert e Victor, assumiram os negócios. Albert virou o mestre-cervejeiro e Victor distribuia os produtos em uma charrete. Em 1919, Albert viajou para a Escócia para obter uma amostra da levedura da cerveja McEwan's. Esta levedura até hoje é utilizada na fabricação da Duvel.




No ano de 1923 uma nova cerveja foi lançada pela cervejaria e recebeu o nome de Victory Ale para celebrar o final da I Guerra Mundial. A cerveja era diferente de tudo que era servido na Bélgica. Segundo o web site da cervejaria, foi um sapateiro e amigo de Albert Moortgat que descreveu a cerveja como um verdadeiro diabo. Daí surgiu o nome para a cerveja que passaria a ser conhecida como Duvel, que em flamenco significa diabo. Outras cervejarias belgas começaram a lançar suas versões para a mesma cerveja e algumas até mesmo batizavam suas versões com nomes que também se aproximavam do significado da original, como Lucifer ou Satan.

A Duvel é uma cerveja peculiar, pois é feita com maltes claros franceses, a levedura derivada de ales escocesas, lúpulos Saaz (tcheco) e Styrian Golding (esloveno) vindos do leste Europeu e somente a água é belga. Os maltes claros entraram para a receita da Duvel somente na década de 70 devido ao sucesso de cervejas claras na época. Antes a cor da Duvel era mais escura. Esta mistura resulta em uma cerveja com aparência clara e brilhante de uma Lager como uma Pilsener, com a robustez e a complexidade de uma Ale.

Uma das melhores partes de degustar uma Duvel é o ritual para serví-la. A taça da cerveja já é um espétáculo por si só, lindíssima. A temperatura de serviço deve estar entre 8 e 10°C para garantir a melhor percepção dos aromas e sabores da cerveja. Ao manipular a garrafa, devemos tomar o cuidado para não misturar a levedura que está decantada no fundo. Este mesmo cuidado deve ser tomado ao servir na taça, deixando a levedura na garrafa com um pouco da cerveja. Este ritual serve para deixar a cerveja límpida e transparente. A formação de espuma é tremenda e impressiona.



Que belo conjunto! Que espuma belíssima! Bem consistente.

Duvel - Belgian Golden Strong Ale, Ale, 8.5%ABV, garrafa 330ml.

Cor: Dourada, levemente turva (acabou caindo um pouco do fermento).
Espuma: Altíssima formação e duração, cor branca, com uma das conisitências mais densas e bonitas, deixando muitas marcas espessas pelas paredes da taça.
Aroma: Malte, doce, frutado (abacaxi, laranja), fermento, mel, álcool, picante, lúpulo, leve cítrico.
Paladar: Malte, doce, frutado (abacaxi, laranja), leve cítrico, fermento, mel, álcool, picante, amargor final, ótimo corpo.



Olha só o padrão das marcas deixadas pela espuma na taça.

Ótima cerveja. Complexa, clássica, deliciosa. A espuma é uma das mais bonitas do mundo da cerveja. Aroma frutado bem presente e gostoso. Boa presença de fermento e malte. Doce pronunciado no aroma e no sabor. Álcool presente mas muito bem equilibrado, mesmo quando a cerveja estava mais quente no copo.

 
 

Cervejaria Fuller´s


A cervejaria Fuller's é uma empresa familiar que ocupa o prédio da antiga cervejaria Griffin que produziu cerveja por mais de 350 anos no distrito de Chiswick, em Londres. Os antigos donos do negócio Douglas e Henry Thompson e Philip Wood, se aproximaram de John Fuller no século 19 em busca de um investimento que ajudasse a manter a parceria. John se juntou à parceria no ano de 1829, mas em 1841 a parceria foi dissolvida. Em 1845 John Bird Fuller, filho de John Fuller, se uniu a Henry Smith e a seu cunhado John Turner, fundando a Fuller Smith & Turner que é o nome da empresa até hoje. Ainda hoje há representantes das famílias Fuller e Turner trabalhando na empresa e todas as famílias estão fortemente representadas como acionistas, já que a empresa abriu o capital em 1929.

A cervejaria Fuller's é mais conhecida no Reino Unido pela sua London Pride, a cerveja premium acondicionada em barris líder de mercado, mas eles possuem uma grande variedade de cervejas em estilo inglês. Algumas delas podem ser encontradas no Brasil. Estas são algumas das melhores cervejas inglesas encontradas por aqui. Neste post vou comentar sobre as cervejas:

-London Pride
-1845
-ESB
-London Porter
-Golden Pride

Ficarei devendo a degustação de outras cervejas que também já podem sem encontradas no Brasil:

-Honey Dew (uma Golden Ale leve e refrescante feita com ingredientes orgânicos).
-Vintage Ale (uma cerveja safrada, feita uma vez por ano com os melhores ingredientes e baseada na receita da Golden Pride).
-India Pale Ale (uma IPA recém chegada ao Brasil).


Fuller's London Pride - Bitter, Ale, 4.7%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Cobre, limpida.
Espuma: Média formação e baixa duração, boa consistência, deixa marcas pelo copo.
Aroma: Malte, doce, caramelo, lúpulo, cítrico.
Paladar: Malte, doce , caramelo, cítrico, amargor final prolongado e intenso, corpo médio/baixo.

Ótima cerveja. Possui um perfil de lúpulo bem marcante, com um ótimo aroma floral e cítrico. O malte aparece com a presença de caramelo. Poderia ter melhor corpo.


Fuller's 1845 - English Strong Ale, Ale, 6.3%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Cobre escura/marrom, límpida.
Espuma: Alta formação e duração, cor bege, ótima consistência.
Aroma: Malte, doce, lúpulo, caramelo, toffee, frutado (frutas cozidas), cítrico.
Paladar: Malte, doce, caramelo, toffee, frutado, cítrico, amargor final prolongado e intenso, corpo médio.

Ótima cerveja. Mais maltada e frutada que a London Pride com a mesma presença de lúpulo no aroma e no sabor. Ótima representante da escola inglesa. Foi lançada pela primeira vez em 1995 para comemorar o aniversário de 150 anos da cervejaria.


Fuller's ESB - Extra Special Bitter, Ale, 5.9%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Cobre escura, límpida.
Espuma; Alta formação e duração, cor bege e boa consistência.
Aroma: Malte, doce, lúpulo, caramelo, toffee, frutado, cítrico.
Paladar: Malte, doce, lúpulo, caramelo, toffee, frutado, cítrico, amargor final prolongado e delicioso.

Boa cerveja. Adoro lúpulo e por isso sou suspeito ao falar. Já ganhou 7 vezes o título de melhor Strong Ale inglesa pelo CAMRA (Campaign for Real Ale).


Fuller's London Porter - Porter, Ale, 5.4%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Preta, reflexos vermelho rubi.
Espuma: Média formação e média/baixa duração, cor bege escura, bela consistência, deixa marcas pelo copo.
Aroma: Malte, doce, lúpulo, chocolate, caramelo, torrado.
Paladar: Malte, doce, chocolate amargo, caramelo, torrado, ótimo amargor final, prolongado, ótimo corpo.

Ótima cerveja. Esta é uma das minhas Fuller's preferidas. Em síntese esta seria a cerveja de chocolate amargo. O aroma e o sabor de chocolate são muito claros e fáceis de perceber. O amargor é delicioso e complementa perfeitamente o caramelo e o chocolate que vêm dos maltes. O amargor do lúpulo parece ser potencializado pelo torrado do malte. Ótima para acompanhar sobremesas à base de chocolate.


Fuller's Golden Pride - Barley Wine, Ale, 8,5%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Cobre escura, levemente turva.
Espuma: Média formação e baixa duração, cremosa.
Aroma: Malte, doce, lúpulo, caramelo, melaço, toffee, frutado (cerejas), leve álcool.
Paladar: Malte, doce, caramelo, melaço, toffee, frutado (cerejas), álcool, bom amargor final, persistente, ótimo corpo.

Fuller's India Pale Ale




Para quem procura uma boa cerveja inglesa hoje no Brasil, sem dúvida alguma as melhores opções estão nas produções da Fuller's. O histórico da cervejaria Fuller's já foi postado aqui em outro momento, assim como meus comentários sobre várias cervejas produzidas por eles e disponíveis em nosso país: London Pride, Golden Pride, London Porter, ESB, 1845 e Honey Dew. Até hoje não me decepcionei com nenhuma dessas cervejas, a não ser pela Honey Dew que é uma produção mais leve e sem grandes destaques, propositadamente lançada pela cervejaria para competir com o crescente interesse do consumidor britânico por cervejas Lagers.

Hoje coloco aqui minhas impressões sobre a India Pale Ale, a qual estava devendo aos leitores. Muitos já sabem dessa história, mas como recebemos também leitores iniciantes na cultura da boa cerveja acredito que seja válido reforçar que a India Pale Ale é um estilo de cerveja típico da Inglaterra. O surgimento desse estilo é atribuído a necessidade de transportar cervejas em navios durante o século XVIII, época que a Índia era uma colônia inglesa. Segundo relatos, existia a necessidade de fabricar uma cerveja que pudesse ser transportada nas longas viagens de 4 meses entre a Inglaterra e a Índia sem que chegasse estragada. Cervejas com maior teor alcoólico e maior presença de lúpulo conseguiam se manter mais estáveis durante as viagens, já que tanto o álcool como o lúpulo possuem propriedades conservantes. A India Pale Ale foi portanto uma adaptação das tradicionais English Pale Ales (ales pálidas) que, devido ao maior teor alcoólico e à maior proporção de lúpulo, adquiriram mais corpo e amargor. Para os que estão mais adiantados no tema, eu recomendo a leitura do site criado pela cervejaria Meantime sobre a origem das IPA e do artigo no blog Zithophile acerca de uma polêmica sobre o criador do estilo, George Hodgson. No mesmo blog Zithophile ainda podemos ler outro artigo onde o autor tenta embasar tudo que afirma.


Fuller's India Pale Ale - India Pale Ale, 5.3%ABV, garrafa 500ml.

Cor: Âmbar, límpida.
Espuma: Média formação e duração, cor marfim, boa consistência, deixa marcas pelo copo.
Aroma: Lúpulo, malte, adocicado, caramelo, picante, cítrico, frutado (laranja).
Paladar: Malte, doce, caramelo, lúpulo, picante, cítrico, frutado (laranja). bom amargor final, de boa intensidade e duração, corpo médio, boa textura, carbonatação média.

Ótima cerveja. Muito malte e muito lúpulo no conjunto bem balanceado e equilibrado. Tem como destaque um amargor intenso e duradouro ao final de cada gole. O lúpulo aparece com toques picantes, típicos de variedades inglesas, e cítricos/ frutados, lembrando laranjas.

Fuller's Organic Honey Dew

A Fuller's Organic Honeydew é uma cerveja orgânica que tem a adição de mel de abelhas em sua receita. Ela é aprovada pela Soil Association, uma entidade britânica que promove e certifica alimentos orgânicos e naturais. Segundo a cervejaria Fuller's esta é a cerveja orgânica mais vendida no Reino Unido. A proposta do fabricante é de que ela seja uma cerveja referescante e de alto drinkability, tanto que existe uma sugestão de serví-la com pedras de gelo e fatias de limão no copo. Pude degustá-la das duas formas e comparar o efeito.



Fuller's Organic Honeydew - Blond/Golden Ale, Ale, 5% ABV, garrafa 500ml.

Cor: Dourada/âmbar clara, levemente turva.
Espuma: Boa formação e média duração, cor branca.
Aroma: Malte, doce, mel, leve lúpulo, fermento, pão.
Paladar: Malte, doce, mel, amargor final de média/baixa intensidade, alta carbonatação, corpo leve.

Cerveja leve e refrescante com um toque adocicado de mel no aroma e no sabor. O lúpulo está presente e pode ser percebido no aroma e com um leve amargor final. Existe um bom equilíbrio entre o doce e o amargor. Ela não é uma cerveja que tenha um grande destaque mas é boa e bem fácil de tomar. Com certeza uma cerveja que deve agradar bastante o público feminino. A própria cervejaria informa em seu site que ela agrada até mesmo aqueles que não tem costume de beber cerveja. Eu digo que é uma bebida refrescante com um bom toque de sabor doce e amargo.


A adição de pedras de gelo e fatias de limão deixou a cerveja mais gelada, com um corpo mais leve e aguado e um toque cítrico e de limão, principalmente no sabor. O amargor continuou presente e combinou bem com o cítrico. O mel ficou menos presente. Estas características ficavam cada vez mais evidentes à medida que o gelo derretia. Passa a impressão de ser muito mais um coquetel ou um refresco do que uma cerveja. Não ficou ruim, mas também não é o que mais espero de uma boa cerveja!






sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tipos de Copos

Tal como existem milhares de marcas e centenas de estilos de cerveja, também existem várias dezenas, senão mesmo centenas de copos. De facto, consoante o tipo de cerveja que estamos a beber, deveremos escolher um copo adequado. Por vezes, tal tarefa torna-se fácil, já que as melhores cervejas costumam indicar no rótulo qual o copo que deverá ser utilizado. Independentemente dessa referência ser feita ou não, tentaremos fazer aqui uma breve análise dos diferentes copos existentes no mercado e para que estilo de cerveja são mais indicados. Há pessoas que consideram esta corrente como mais um golpe de marketing de certas empresas para vender mais produtos. Pensamos que tal não reflecte a realidade. Apesar das razões comerciais que estão subjacentes a qualquer negócio, há realmente uma adequação do estilo de uma cerveja a um certo formato de copo. Por exemplo, é natural que as lagers sejam servidas em copos altos, por forma a que o gás e a espuma tenham possibilidade de crescer e mostrar todo o seu carácter. E a formação de espuma não é algo de somenos importância. Esta protege a cerveja da libertação de certos elementos essenciais que, não fora a sua existência, se perderiam no ar. Por outro lado, evita a entrada de ar na cerveja, algo que provocaria a oxidação desta e correspondente perda de qualidades.

Tendo isto em consideração, que estilo de copo utilizar? Bom, a resposta não é imediata e, em países como a Bélgica, tal torna-se verdadeiramente difícil. De facto, é habitual cada marca de cerveja ter o copo correspondente, o que faz com que existam centenas de copos de centenas de marcas. Como se torna humanamente impossível possuirmos todos os copos, apresentaremos apenas alguns formatos genéricos que servirão para a maior parte das cervejas que se lhe possam deparar (clique na imagem para ver o copo em tamanho maior).


Caneca/Mug/Stein - Pesada, resistente, larga e com uma pega, as canecas são mundialmente conhecidas e utilizadas. Mais ou menos engraçadas, vêm numa multiplicidade de formas e feitios e são excelentes para fazer brindes! Podem ser de vidro, cerâmica ou metal, por vezes têm uma tampa e o seu sucesso deve-se à quantidade de bebida que podem conter. Ideais para cervejas do tipo American Amber Ale, Roggenbier, Sahti, Irish Red Ale, Scottish Ale, Bock, Doppelbock, German Classic Pilsner, Bohemian Pilsner.


Copo para Witbier/Weizen - Nada sabe melhor do que beber uma Witbier no respectivo copo! Feitos de vidro fino, extremamente elegantes e compridos, estas autênticas obras de arte permitem admirar as cores da cerveja e o topo possibilita uma correcta expansão e desenvolvimento da cremosa espuma. Em geral, suportam até 0,5 litros de cerveja. Poderá utilizá-los com cervejas do tipo Dunkel Weizen, Gose, Weizenbock ou Hefe Weizen.


Copo em cilindro/Stange - Bastante comuns, estes copos em cilindro são de origem germânica e utlizam-se com cervejas delicadas, já que possibilitam a ampliação dos aromas e sabores do malte e do lúpulo. Em Portugal, é habitual servirem-se imperiais neste tipo de copos, apesar destes não serem os mais correctos. O cilindro é adequado aos géneros: Rauchbier, Altbier, Kolsch, Lambic-Faro, Lambic-Unblended.


Snifter - Um pouco maiores mas mesmo assim similares aos nossos cálices de brandy ou conhaque, estes copos têm um formato que os tornam excelentes para capturar os aromas de cervejas fortes, já que ajudam na sua preservação. Utilizam-se com Eisbocks, Barley Wine, Old Ale e Russian Imperial Stout.


Flauta/Flute - Estamos mais habituados a utilizar os copos em formato de flauta para beber champanhe ou espumante. No entanto, há cervejas que se dão muito bem com o formato destes copos. A sua elegância e o facto de serem esguios, assegura que o gás não se dissipa com muita rapidez, permitindo igualmente observar a cor e o corpo da cerveja com grande nitidez. Utilizam-se com os géneros Vienna, Schwarzbier, Lambic-Fruit, lambic-Gueuze



Pint/Becker/Tumbler - Quase cilíndrico mas bem mais largo do que o stange, o pint é bastante utilizado na Inglaterra e na Alemanha, por permitir beber vários tipos de cerveja, em grandes quantidades e por ter um desenho universal, barato e que possibilita um fácil armazenamento. É indicado para cervejas do tipo Smoked, Marzen/Oktoberfest, Steam Beer, Malt Liquor, Winter Warmer, Bitter e Pumpkin Ale, entre outras.



Pilsner - O copo de pilsner é o habitual copo das nossas imperiais. Entre as formas de um cilindro e de um cone, a sua estrutura permite manter a cerveja viva, para além de possibilitar a formação de uma boa espuma. Em Portugal, estes copos têm pouco mais de 0,2 litros mas em certos países da Europa podem chegar até aos 0,4 litros, como por exemplo na Alemanha e República Checa. São bons para os estilos American Macro Lager, Happoshu, German Classic Pilsner, European Strong Lager e Witbier.



Cálice/Goblet - São, em geral, autênticas obras de arte, muitos deles com dourado no rebordo, as letras da marca gravadas no vidro, chegando ao ponto de alguns terem relevo. São especialmente desenhadas para permitirem a manutenção da espuma e a possibilidade de se darem tragos avantajados. São perfeitos para as Abbey Dubbel, Abbey Triple, Belgian Strong Ale e Flemish Sour Ale



Tulipa/Tulip - Também já algo habituais no nosso país, os copos em formato de tulipa são muito elegantes e permitem suportar cervejas que produzam grandes quantidades de espuma. Bastante típicos da Bélgica, são ideais para os estilos Scotch Ale, Saison, Bière de Garde e Belgian Strong Ale.



As indicações que aqui damos não são algo de doutrinal e que se devam seguir cegamente. Há cervejas que se podem beber em dois ou três tipos de copos diferentes. Vejamos o caso de uma pilsner: tanto a poderemos beber numa caneca, como num copo de pilsner ou num copo cilíndrico. E, verdade seja dita, não se vai deixar de beber uma boa cerveja por não se ter o respectivo copo à mão. A ideia que gostaríamos de realçar é a de que existem copos específicos para os diferentes estilos de cerveja e se conseguirmos adequar um ao outro tanto melhor, já que a experiência ficará mais completa e enriquecedora.

Para além do tipo de copo, há outros aspectos que também se devem ter em consideração. Por exemplo, se lhe quiserem servir uma cerveja num copo gelado, recuse. O contacto entre a cerveja e o copo gelado irá provocar um processo de condensação, o que irá diluir a bebida enquanto que, ao mesmo tempo, se alterará a temperatura correcta a que a cerveja deve ser servida. Procure ainda lavar os seus copos à mão. Algumas máquinas de lavar louça deixam resíduo o que pode alterar o sabor e a espuma da cerveja. Tal ideia aplica-se também à secagem: é preferível deixar os copos secarem ao ar, pois os panos podem deixar partículas inconvenientes para a cerveja.

Finalmente, e caso tenha ficado curioso, aqui lhe deixamos alguns sites onde poderá adquirir, ou apenas admirar, copos e outros artefactos dedicados à nobre arte de beber cerveja.